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"Que lindamente me olha. Que zela pela minha leveza, faz com que me sinta especial. Que faz de mim uma princesa, uma menina. Esse seu olhar que pousa em mim com ternura, transcede o limite da distância, que sedento me procura, com sensibilidade e carinho. Faz sentir-me cheia de alegria e felicidade."

segunda-feira, maio 03, 2010

Vai entender

"Já fingi não dar importância às pessoas que amava,
para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam." [Clarice Lispector]
É engraçado como o corpo humano se comporta diante dos sentimentos da dependência. Hora chora, hora sorri, hora se irrita, hora está feliz, hora está triste, hora não sente nada. É incrível como em poucos segundos um sorriso pode se tranformar em uma lágrima. O que mais me impreciona é o fato de um simples alguém ter o poder de mudar nosso estado de espírito, nossa fala, nosso jeito. Por que será que nosso corpo, nossa alma precisa de alguém?! Por que será que não conseguimos viver sozinhos?! São perguntas sem explicação, sem um porque.

Dependemos da presença de qualquer pessoa, seja por qualquer motivo ou situação. Necessitamos de um ombro para sustentar e absorver o peso de uma tristeza ou decepção. Dependemos de uma mão estendida para nos guiar quando nos encontramos perdidos. Dependemos do abraço daquele ser amado para depositar e receber o peso da caminhada, a dor vivida e tudo que deve ser compartilhado. Necessitamos ser lembrados quando sentimos estar esquecidos. Tudo é dependência. Mas também existem aqueles que reclamam quando recebem muita atenção, quando recebem muito carinho, chega ser até engraçado. Na verdade, muitas vezes em nossos mundinhos não paramos para pensar o quanto dependemos uns do outros. Na família, no trabalho, no amor, em casa, em todo e qualquer ambiente social o relacionamento e a dependência de outras pessoas é inevitável. Ao nascer aprendemos logo o que é depender de uma pessoa, por isso a figura de uma mãe é imprescindível nos primeiros instantes de vida. A verdade é que nós nascemos sozinhos e a solidão é a nossa condição natural. Antes de aceitarmos até às últimas consequências a nossa condição de seres solitários, não temos como estabelecer relações reais com os outros. Um dia alguém escreveu que “o homem morre como nasce: careca, sem dentes e sem ilusões”. Eu acrescento: e sozinho. Nascemos e morremos sozinhos.
"Dependemos uns dos outros de tantas maneiras que não conseguimos viver isolados... Temos que nos ajudar quando enfrentamos dificuldades e precisamos partilhar a boa sorte que temos." [Dalai Lama]
Dependemos de alguém que possa reger nossa vida e nossos passos todos os dias da nossa vida, logo somos dependentes em partes, vocês sabia?! Você não conhece o motorista do ônibus, mas tem que confiar nele para chegar ao seu destino. O piloto do avião, o condutor do trem e do metrô, você depende deles. Você depende do gari, porque se ele não recolher o lixo e nem varrer a rua, acontece um caos urbano. Você depende daquele segurança de banco, que mandou você verificar se tem algum objeto metálico, pois a porta travou justamente na hora em que você ia passar cheia de pressa e com mil coisas pra fazer. Você depende daquele professor chato pra poder passar na matéria, e dar sequência a sua formação como cidadão.

Por que tantas pessoas têm medo de ficar a sós consigo mesmo?! Nós somos capazes de seguir a vida sem depender de ninguém?! Triste daquele que tem plena convicção de que não depende de ninguém, erra todos os dias, sofre porque não toma para si as próprias experiências. Cai e não levanta, tropeça e não aprende e passa a vida sem olhar o seu semelhante como alguém de quem necessita o tempo todo. Acho que precisamos e necessitamos sim do outro para sermos felizes. Necessitar do outro é completamente diferente de depender do outro. Não é certo sermos doentes por ninguém, nem dedicarmos toda a nossa vida ao outro e muito menos depositar toda a nossa felicidade no outro. Como em tudo na vida há os dois lados e é preciso alcançar (e praticar) o bom e velho meio termo.
ჱܓCinthya Albuquerque

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